Aqueles lindos olhos
flamejando paixão,
fixados ao meu olhar,
próximos,
quase tocando os lábios,
onde sente-se a áurea
do calor dos rostos
e os sussurros, me chamando
tão suaves e tão intensos,
entrando em um transe, um nirvana,
meu corpo nadando em teu corpo, uma
dádiva divina, digna de guerras entre
monarcas e imperadores, tão cobiçado oásis,
mas é meu, na verdade não, eu que sou seu...
Depois de tesouros, trovões e calmarias,
os seus olhos se fecham, não um adeus,
não apresentando o fim,
se fecham porque estão felizes,
satisfeitos, completos e cansados,
descansando ao deleite de meu colo e
ao calor de meus braços,
para mais uma vez se abrirem, e deixar
que os ame mais uma vez...