quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

FELIZ 2010 !!!


Me renovo com mais esse gole,
desejo um futuro novo, desejo novos amores
desejo novos sucessos, desejo novos desafios,
anseio por novas vitórias, novas lutas, novas
derrotas, desejo várias quedas, desejo me levantar
e aprender com minhas novas feridas, desejo também
inimigos, para saber quem são meus amigos, desejo
muitos risos pra comemorar, e muitas lágrmias pra
me lembrar que ainda sou humano, pra me lembrar que
ainda tenho coração, desejo que tudo dê certo no final
e que no caminho hajam diversos imprevistos, novas saídas,
que nesse futuro haja um oceano de novas possibilidades,
novas escolhas...
Assim desejo um futuro para que no fim, possa realmente
sorrir e me ver guerreiro, soberano do meu destino...
Feliz 2010 para todos...
:D

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

AQUELES OLHOS



no fundo dos copos gelados
no vazio, olhos refletidos afogados
o silêncio, a algazarra, a multidão
o amargo afeto da solidão

um beijo frio
a dor que ninguém viu

na tentativa de lembrar
só gemeos nascem em par
qual a formula pra esquecer?
aqueles olhos que não vão mais me ver

uma companhia no escuro
em meu coração só mais um furo

juro tentar esquecer
mas até quando me vender?
eu sei, mais velhos vão dizer
é só continuar
é só continuar a viver

domingo, 29 de novembro de 2009

O CAMINHO DE VOLTA




O som ao fundo era afrodiziaco e seduzente as
batidas que costumeiramente fazem dança ao corpo,
Porém apesar disso, o silêncio era infinito e
tão profundo quanto o póstumo. Cada um perdido
com olhares ao nada e ao mesmo tempo voltados a si,
voltados ao futuro, voltados ao incerto do que virá.
Cada um afogando em seus pensamentos, turbilhão, uma
casacata de sentimentos escuros e psicóticos, mas
ainda e apenas sentimentos. Todos atônitos, corpos
sem ação. Assim era a nossa descrição, enquanto
voltavamos para casa, mas com desejos de voltar ao útero...

sábado, 28 de novembro de 2009

Memórias de um anjo


[...] Estava sobre sua moto, vagando pela noite, não havia chuva, o céu estava limpo
e a lua cheia iluminava como um farol. Seu instindo como uma chama se acendeu, então
começou a "enxergar" o cheiro de sua caça, aquele velho cheiro fétido, cada vez mais
forte, cada vez mais próximo e espesso. Parou diante uma viela, não tão escura,
desceu da moto e caminhou como se flutuasse, indiferente a aquilo tudo que se passava,
sua presença era imperceptivel. Foi entrando na escuridão, já estava atrasado, as
crias do inferno devoravam o que havia sobrado do que um dia fora uma mulher.
Desembanhou sua espada fazendo com que a lâmina vibrasse enquanto surgia, como se
fosse uma anunciação da sua presença, ou talvez da sentença que empunhava.
O rápido movimento da lâmina era como dois relâmpagos cortando a noite e
vagarosamente as cabeças caiam ao chão seguidas de seus corpos.
Guardava seu frio e afiado carrasco. Trabalho feito, Saia daquela cena tão indiferente
quanto chegou, tão indiferente como se fosse banal os corpos dilacerados, aliás,
realmente era banal... [...]

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

SERÁS JULGADO


Sente-se nas escadarias do tribunal
espere inutilmente sua justiça, porém,
ser medíocre, sua negligência o torna
culpado, seu pseudo puritanismo o
acompanhaste à tua solidão, não chores,
agora estás na boca do leão e este o
devorará e engolirá todo o resto que lhe
é tão importante e te deixará apenas dor
e uma alma solitária e despedaçada e
viverá eternamente gozando sua solidão
tão justa quanto vossa pequena sabedoria,
sua prisão será quatro paredes de vidro,
assistirá o mundo e jamais o tocará novamente
até que a misericórdia de algum anjo que
feristes o tenha piedade e contra a correnteza
o tire de seu afogamento. Torça para que não
tardes a vossa sorte, pois tuas cascatas de tristeza
que abandonam teus olhos, antes que o encubram e o afogue,
mas não temas, caso não ocorra tua salvação,
a insanidade um dia o fará companhia e nem
se lembrará de teus crimes e serás apenas
um louco cabeceando vossa cela.
Prepare-se e ao menos agora, tenha a dignidade
que gritastes ao mundo errôneo...

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

FILHOS INGRATOS


Passou por entre as árvores
escondido na sombra de vossa ignorância
aproximou-se pela miséria de sua arrogância
e vestido a caráter de halloween lhe surpreendeu
pedindo doces ou travessuras. Enquanto sorria
e procurava os doces, soberbamente o entregava
todo seu tesouro, achando ser banal, enquanto esse fazia
as travessuras eram feitas diante dos seus olhos e nem ao
menos vistes o crime hediondo que o
extorquia... Não fazia mal, pois já vendera sua alma,
aquilo não era nada comparado com o que acreditava
ser importante, não faz mal, pois se contentas com
pouco, com migalhas e miséria, acredita estar por cima,
acredita ser privilegiado por tão pouco, mas não faz mal
você sorri por ser ignorante enquanto choro pela vossa
perda. Um sábio uma vez disse: "eu seria mais feliz se fosse
mais ignorante", é a verdade, por saber que está terra é minha,
por saber que tenho mais do que me dão, choro por saber e não
poder, choro enquanto você sorri e espera pela mediocridade...
Malditos tolos, que dizem amar nossa mãe e fecham os olhos
enquanto ela é estuprada e violentada, acreditam que ela é feliz,
batem no peito e cantam seu amor, cantam a cada 4 anos... falso amor...
Malditos bastardos covardes, se afoguem em vossa ignorância...

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

SE EU PUDESSE



Se eu pudesse, só mais uma vez, olhar em seus olhos, só mais uma vez, falar em teu ouvido,
só mais uma vez, tentar te fazer acreditar em mim...
Se eu pudesse voltar no tempo e corrigir meus erros, se eu pudesse tocar teus labios mais uma
vez, se eu pudesse te falar meus sentimentos, se eu pudesse ser menos covarde...
Se eu pudesse mudar quem sou, só pra te fazer feliz em todos os momentos, se eu pudesse
estancar suas lagrimas, se eu pudesse te estampar um sorriso no rosto, se eu pudesse sussurrar
romantismos e erotismos em seus ouvidos...
Se eu pudesse, com certeza faria tudo isso, mas acima de tudo, se eu pudesse, o que eu mais
gostaria de fazer é; fazer com que você pudesse me dar mais uma chance para poder te amar...

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

ELE




Ele camihava depressa, mas tudo se passava em câmera lenta,
ele estava sozinho, mas haviam multidões ao seu redor,
ele caminhava na penumbra sob uma garoa, mas havia um sol escaldante
ele chorava a dor de seus sentimentos, mas não tinha um coração
ele havia achado o que procurava, mas não trazia nada consigo
ele respirava e existia, mas não tinha uma alma
ele era o melhor entre todos, mas ele também era o pior
ele tinha genes, mas não era humano.
Ninguem o via, mas ele via a todos.
Tentou ser como todos, tentou se encaixar em um mundo
que ele não compreendia, que a razão não explicava, mas
ele tinha um passageiro sombrio dentro de si, que sempre
o puxava para as sombras e a solidão.
Ele não era apenas um ser, era varios em um só...
O anjo que caiu dos céus, o anjo humano...

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

É assim a solidão


Os dias ficaram tão escuros sem sua presença
caminhando na multidão, a solidão fica mais intensa
Procuro entre os rostos, em meio a multidão o teu rosto
Na esperança do acaso te trazer até mim, ou quem sabe
me levar até você.
O sentimento não correspondido me leva a insanidade, o pior
não é não ter você ao meu lado, o abismo está em um dia ter
tido você e agora não mais. Eu era um escravo, e conheci a
liberdade, agora, não consigo mais viver na escravidão,
sorri com a brisa afagando meu rosto em verdejantes planices
e agora estou preso entre quatro paredes de vidro, onde enxergo
o mundo lá fora e não posso ir, também não quero ir, não sozinho,
nem com qualquer companhia, tem que ser você, só pode ser você,
porque você me ensinou a te amar e só, você não me ensinou a viver
sem você e também prefiro viver na ignorâmcia do que aprender essa
dura lição.
Meu mundo parou, no dia que você decidiu sair dele, pobre covarde,
pobre menino precisando segurar uma mão pra caminhar...

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

NO TEU MAR


Me joguei em teu mar
e nas tuas ondas deixei-me levar
Indo e vindo em tua praia.
No teu calor relaxei
Em suas noites me diverti
No seu luau dançei
Nas suas tempestades naveguei
Receoso porém sem arrependimentos
e com sua ressaca, tuas ondas
Me lançam contra as rochas
Não olho para trás.
Com um sorriso honesto
Me jogo em teu mar.
Enquanto tuas águas me trouxerem
a felicidade,
me jogarei em teu mar.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

CAMINHADA NOTURNA


Eu sinto um vento gélido soprando sobre meu rosto,
a noite me guia por caminhos que nem sei onde vão me levar,
caminho sobre meus sonhos, meu passado, meus pensamentos e
não tenho certeza se tenho futuro, porém caminho.
A fina garoa traz o cheiro de asfalto molhado, como eu gosto
desse cheiro, o céu está tão escuro, não se nuvens, nem
a lua. Me sinto familiarizado, o cenário até se parece com
meu coração, talvez esteja mesmo caminhando no meu coração,
procurando alguém? Procurando eu mesmo? Procurando algum norte?
Tanto faz, filosofar é só uma distração, nem me importo se de fato
busco algo, acho que me tornei uma alma perdida, um andarilho, apenas
sobrevivendo. Tanto faz que a brisa me leve que as preocupações não me
corroam, sou livre? Ou sou escravo da solidão? Novamente filosofando.
Bem ali há um beco, geralmente ponto de encontro de marginais, drogados
e outras figuras exóticas, será que naquele beco há meu fim? Será que
me encontrarei com algumas dessas figuras e me tornarei presa?
Talvez, melhor pensar nisso quando passar diante o beco.

terça-feira, 30 de junho de 2009

CANÇÃO DO ABANDONO




Desperdiçastes tuas palavras ao vento
Fizerdes anular o seu valor
Declarando falsamente o teu amor

Como podes amar tantas
Usastes os mesmos dizeres à suas concubinas
E o poema que me fascina

Perdestes o meu coração
E ao encontrá-lo achei-o desfarelado
Desgastado em mil pedaços

Onde estava sua gloriosa honra?
Me feristes pelas costas
Pra que tais lágrimas mentirosas que choras?

Me pedistes para dar-lhe meu amor
Pedi muito ao querer o mesmo de ti?
Por que nesse precipicio só eu caí?

Agora sozinha estou com minhas lágrimas
Sei que muito tempo vou sofrer
Sei que por tempos, ainda vou te querer

segunda-feira, 29 de junho de 2009

PLEONASMO

Velhos sabios, contavam a mesma historia
akelas flores, na juventude das carolas
Velhos etivadores e suas filosofias
Mulheres, vodka, mares e brigas

Detalhes jamais se reprisam
só os contextos que nunca mudam
somos diferentes dos nossos pais
apenas atos são todos iguais

Diferentes nuvens no mesmo fundo azul
tantos sonhos sempre do mesmo baú
muitos prazeres em uma única mulher
lindos poemas e sempre a mesma ideia

Homens diferentes objetivos em comum
varias religiões, mas dizem que Deus é um
tantas cores e só uma visão
tantas musicas e só uma interpretação

Velhos sábios, na juventude das carolas
aquelas flores, contavam a mesma historia
Velhos estivadores, mares e brigas
Mulheres e suas filosofias

Detalhes que nunca mudam
Só contextos jamais se reprisam
Somos diferentes, somos todos iguais
Apenas atos dos nossos pais

Diferentes nuvens do mesmo baú
Tantos sonhos do mesmo fundo azul
Muitos prazeres e sempre a mesma ideia
Lindos poemas pra uma única mulher

Homens diferentes dizem que Deus é um
Varias religiões, objetivos em comum
Tantas cores e só uma interpretação
Tantas musicas com uma mesma visão

domingo, 28 de junho de 2009

O PASSAGEIRO SEM BAGAGEM


Um homem vestindo calças e camisas sociais de cor preta e usando óculos escuros entrou na plataforma de embarque do metrô, estava sozinho, cumprimentou rapidamente algumas pessoas que ali se despediam de um ente querido, tinha pressa, porém não iria pegar o metrô, dirigiu-se até a porta de embarque e ali parou diante do trem, dois homens vestindo roupas brancas que o acompanhavam entraram no metrô e tiraram um homem dali de dentro, o homem não entendia bem o que se passava, os homens vestindo branco o levaram para perto de seus parentes, os seguranças do trem saíram correndo para buscar o passageiro que havia se retirado, o homem de roupas pretas e óculos escuros lutou contra os seguranças e os derrotou, no entanto, saiu gravemente ferido e sangrando, se dirigiu ao filho do ex passageiro e disse: "Eu não existo, não tenho identidade...", saiu da estação com os homens de branco o apoiando e caminhando com dificuldades devido aos ferimentos. O ex passageiro estava de olhos fechados, quando abriu os olhos, percebeu que estava deitado e cercado por pessoas chorando, percebeu então que estava deitado em uma cama de madeira que possuía tampa, todos a sua volta o olhavam assustados, sorriam, porém via-se que antes haviam chorado e ele não entendia o que havia acontecido, mas para os outros, era um milagre...

quarta-feira, 24 de junho de 2009

ETERNIDADE


Pais e filhos, filhos, pais
pais e filhos, avôs e netos
o continuo passar do tempo
imortalizado pelos genes eternos
assim se imortaliza uma memória
ou melhor
até mesmo um ideal
um caráter
ou um grande homem
mas será que realmente é eterno?
Será que viverei pra sempre?
Será que minha memoria será lembrada?
Mas nada é eterno, nem o mundo
nem memorias
e muito menos a humanidade.
Será que existe algo eterno?
Talvez o nada seja eterno.
Dizem que o amor é eterno
será eterno?
Posso amar pra sempre?
Ou alguém me amara pra sempre?
Mas não sou eterno?
O amor me torna eterno?

terça-feira, 23 de junho de 2009

O LADRÃO DE FLORES


Havia em uma cidade um jovem, tinha aproximadamente uma década e meia de existência. Este jovem tinha um problema, toda vez que via um jardim, roubava algumas flores, sempre, não havia hora nem lugar, onde ele visse flores bonitas ele as pegava, podia ser voltando da escola, indo para o cinema, visitando amigos, velório de algum conhecido, não interessava onde fosse e nem o ocasião, se houvesse flores bonitas ele as pegava e levava para sua casa.
Certa tarde, enquanto retornava pra casa, decidiu caminhar um pouco mais e tomar um caminho diferente pra casa. Enquanto caminhava, deparou-se com uma casa simples, porém com um grande e belo jardim na entrada da casa, haviam centenas de flores, rosas, margaridas, azaléias, amor perfeitos, lírios, enfim, uma infinidade de flores. Logo o jovem olhou para os lados, examinou o ambiente, vigiou para ver se ninguém estava olhando e se lançou por cima do pequeno portão e logo colheu as 3 flores mais bela que viu e logo pulou de volta para a rua e foi para casa. A dona da casa era uma senhora de idade, já viúva, que morava sozinha, assim quando ela viu o jovem saltando o seu portão se assustou, pensando que era um ladrão, porém, quando percebeu que o ladrão só tinha a intenção de roubar flores, ficou aliviada e achou até que engraçada a cena e a intenção do ladrão.
No dia seguinte, ao final da tarde, o jovem tinha a intenção de voltar àquele jardim e colher outras espécies de flores, chegando à casa, repetiu o mesmo esquema de vigia e saltou, colheu mais três tipos de flores e saltou para fora. A senhora assistia tudo pela janela, decidiu então que no dia seguinte, durante a tarde ficaria do lado de fora esperando o ladrão, quem sabe o ladrão viria falar com ela.
No dia seguinte a senhora fez como o planejado, sentou-se no alpendre e esperou o retorno do ladrão. No fim da tarde o jovem aparece descendo a rua, a senhora olha nos olhos do jovem e vice e versa e por alguns instantes fitam seus olhares, o jovem pensa: "Nossa, será que ela descobriu que sou eu que estou roubando suas flores?" então o jovem passa direto e vai para casa sem levar flores alguma.
A senhora fica triste por o jovem ladrão ter passado direto e decide então elaborar um plano para que na tarde seguinte ele parasse ali.
Na tarde seguinte, a senhora colheu três diferentes flores das que o jovem já havia pego e as colocou sobre uma mureta ao lado do portão. Como de se esperar o jovem desceu a rua, olhou as flores, parou e perguntou para a senhora: "O que há de errado com estas flores? Porque você está jogando-as fora?" a senhora então lhe respondeu: "Não meu querido, não estou as jogando fora, estou dando-as para você..." O jovem olhou para a senhora e sorriu, a senhora foi até o portão e os dois começaram a conversar e compartilhar seus amores pelas flores... Ao fim da conversa a senhora pergunta ao Jovem: "Por que rouba flores?" então o jovem sorriu e respondeu: "Eu acho as flores lindas e sempre me pego admirado pela suas belezas, desde então procuro a flor perfeita, a mais bela.", A senhora sorriu e disse que se ele quisesse possuir a flor mais perfeita, deveria então voltar lá na tarde seguinte.
Assim o jovem o fez, na tarde seguinte voltou à casa da senhora, chegando lá ela o convidou a entrar e o chamou para o fundo da casa e disse que antes de lhe dar a flor perfeita iria ensina-lo algumas coisas. O jovem concordou e a acompanhou. Ela pegou uma pá e começou a revirar um pouco de terra e o ensinou como ele devia adubar e preparar um solo, ensinou como cultivar uma planta, ensinou quanto de sol e de agua uma planta precisa e os horários que deveria ser regadas. Depois de uma aula de jardinagem, a senhora lhe deu algumas sementes e lhe disse: "Aqui estão as flores mais perfeitas...", o jovem sorriu e perguntou que espécie eram aquelas sementes. São margaridas, meu querido, Disse a senhora. O jovem um pouco desapontado retrucou: "Mas margaridas são tão simples, tão comuns tão sem graça...". Confia em mim, disse a senhora.
O jovem voltou para casa um pouco transtornado, ao chegar em casa, trancou-se no quarto e deixou as sementes em qualquer canto, deitou-se em sua cama e ficou resmungando a respeito do que a velha disse.
Ao amanhecer do dia o jovem resolveu mesmo que indignado plantar aquelas sementes, fez como a senhora havia ensinado, cuidou da terra, adubou, preparou as sementes e as plantou. Todos os dias o jovem seguia a risca o que a senhora havia lhe instruído, sempre que estava em casa olhava a terra e esperava atenciosamente algo acontecer. A senhora na sua casa, pensava o que o jovem estaria fazendo e se realmente ele iria fazer o que havia ensinado-o, já fazia algum tempo desde que lhe entregara a semente e ele nunca mais voltara. Após se passar 3 meses o jovem voltou a casa da senhora, quando esta o viu admirou-se ao ver que ele trazia consigo uma margarida nas mãos, sorriu e o convidou a entrar. Lá dentro o jovem ergueu a margarida e entregou a senhora dizendo: "Essa eh a mais perfeita flor que já colhi...", a senhora sorriu agradeceu e disse: "Mas você uma vez me disse que margaridas são tão medíocres, por que está é a flor mais perfeita que você já colheu?". "É simples, porque todos os dias me dediquei a ela, cuidei, alimentei e zelei de seus caprichos e quanto mais cuidei, mais zelo e carinho tive por ela." disse o jovem. Sorrindo a senhora terminou: "Agora você entende onde se encontra a verdadeira beleza e perfeição?"

domingo, 21 de junho de 2009

MEMÓRIAS DE UM ANJO


Morri, me levantei, retornei para terminar o que nem havia sido começado, entre vermes e humanos caminhei, fiz de minha ira e nojo instrumentos para meu trabalho, o que havia sido quando humano, praticamente tornastes nulo, diante tantas perfeições enxerguei no homem as imperfeições, olhei dentro dos olhos e vi medo, pânico, infidelidade, covardia, dependência, raiva e ódio. Senti desprezo ao ver meu sangue, suor e trabalho serem desperdiçados com raça tão desprezível. A vida daqueles que já foram um dia meus irmãos se esvaia em minha espada para que os filhos de Deus pudessem existir, percebi, que assim como o amor divino, minha existência era desperdiçada, assim como pérolas aos porcos.
Sou mais um anjo caído, enviado para proteger esta raça tão miserável. Até quando serei capaz de seguir ordens e ultrapassar meu amor própio?

sexta-feira, 19 de junho de 2009

CRÔNICA DA POLÍTICA BRASILEIRA


Havia um mundo habitado por homens, cães, felinos e ratos, cada qual
com sua característica peculiar, os homens eram maioria, trabalhadores,
honestos e dignos. Os felinos eram sustentados pelos humanos, eles vigiavam
as casas e cuidava para q problemas nas casas dos humanos e da sociedade
fosse resolvidos, mas em maioria, tinham uma vida bastante farta, trabalhavam
pouco e comiam muito. Haviam os cães, esses eram selvagens, não se misturavam
nem com os humanos nem com os felinos, invadiam casas, matavam e tomavam posse
do q restasse ou sobrevivesse em seus ataques, era uma raça q os felinos
repudiavam, porém alguns tinham medo, outros os enfrentavam frente a frente.
Por fim, haviam os ratos, estes eram famosos por se esgueirar, evitavam ao máximo
os felinos, os ratos roubavam alimentos e até mesmo outros bens tanto dos humanos
quanto dos felinos, mas na maioria das vezes roubavam dos felinos o q os deixavam
extremamente furiosos, os felinos atacavam os ratos com a fúria dos cães selvagens, muito mais do que quando eles roubavam dos humanos (as vezes até os felinos roubavam um pouco de comida a mais dos humanos q os alimentavam), era tanta sede de vingança que até os humanos q se incomodavam com os ratos muitas vezes passavam a sentir pena dos tais, mas nada podiam fazer, pois apesar de tudo
e por mais estranho q parecesse, os felinos eram os verdadeiros donos desse mundo
onde decidiam por meios estratégicos e se utilizando de armas passionais pra dominar os humanos, esse mundo, não é nada mais nada menos do que um lugar chamado Brasil... Dominados pelos pseudos cuidados dos felinos. A lei desse mundo se fazia a vontade felina e não humana...

quarta-feira, 17 de junho de 2009

MAIS UMA NOITE NA DITABRANDA



Era tarde, a lua cumprira metade do seu trajeto, não haviam estrelas
no céu, provavelmente haviam sido roubadas e colocadas nos ombros dos
casacos verdes, estas estrelas vigiavam a noite, em avenidas, praças,
ruas, vielas e becos.
Eu caminhava na penumbra evitando que olhos me farejassem, caminhava com cautela afim de evitar ruídos, pois as paredes tinham olhos que vigiavam os
desprovidos de sorte.
Subitamente e em silêncio as cores modificam o clima da noite, o vermelho e
o azul esquentam meu sangue e esfriam ainda mais a noite, com a barca surgindo
em popa, me lanço em disparada ao beco sem exitar vigiar a retaguarda, na
esperança de não ser visto, me abaixo buscando exílio atrás de uma lata de lixo.
O lixo fede podridão, o beco fede podridão, aliás, esta era fede podridão.
Enquanto isso, a veraneio vai se distanciando e indo embora, porém, infelizmente
ainda há no beco aquele dilacerante odor.
Ergo-me e percebo o panorama daquele lugar, me deparo com um enorme galpão,
há algumas luzes no seu interior, ainda estou em catarse. O céu começa a chorar, um leve e
suave pranto, isso me reenergiza e corro para a entrada do galpão, entro vagarosamente e percebo que o galpão realmente não está vazio, ouço
burburinhos. O galpão possui diversas galerias, empilhamentos de caixas e diversas
prateleiras, criando assim corredores diversos, caminho, escolhendo aleatoriamente
o caminho q devo seguir, passos cautelosos, sigilosos. Vejo uma porta, aproximo
com certa exitação e aguço minha audição para saber o que há, ouço vozes de homens
rindo, gargalhando, ouço sons de pancadas e mais ao fundo deste show, quase que abafado um choro feminino. A curiosidade me dilacera, tento espiar pela fechadura,
aos poucos as imagens vão se formando e vejo a cena mais horripilante, demônios
mascarados de homens estuprando uma mulher, enquanto seus orifícios eram violados, socos acertavam seu rosto e sua cabeça, apagavam bitucas de cigarro em suas costas, ela tentava reagir, tentava sair, mas sua força de nada servia. Gozavam
nela e gozavam dela, em uma ultima tentativa, ela conseguiu morder um deles, o
mesmo virou-se com fúria e começou a soca-la, foram tantos golpes que nem pude contar, o som da mão se chocando brutalmente com o rosto terrível, pavoroso, um som seco e único, ecoava em minha mente como uma vitrola estragada, pensei em
ajuda-la, mas meu medo petrificara minhas pernas e ali fiquei estático.
Quando o animal terminou seu ataque, o comparsa tocou o pescoço dela e disse:
"Já era, foi passear na casa de Hades." Senti um calafrio na espinha, incisivo,
gélido. O animal sorriu, puxou suas pernas e começou a violentar os restos
daquela mulher. Desesperado, me levantei e corri o mais depressa possível evitando
fazer qualquer barulho, até encontrar alguma saída, logo a encontrei, me escondi
atrás de uma caixa, vi dezenas de camburões descarregando pessoas, a socos e bicudas, homens e mulheres, todos algemados, machucados e vestindo roupas vermelhas.
Não resisti, diante a realidade chorei, tive medo do futuro e desejei a morte,
para nunca mais ter que assistir à outra cena cotidiana como aquela.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

HOMENEAGEM À AMIZADE

Os copos meio cheios ou meio vazios
gelados e dourados,
os risos entre as lágrimas,
as verdades jamais ditas,
os medos expostos,
a confiança dada,
o amor em face fraternal,
a dependência de uma consideração,
as dividas não possuem juros,
muito menos prazo,
as dividas são considerações,
ou talvez necessidades,
porém não são indignas.
O desejo de sucesso alheio
é puro,
não possui inveja,
nem manchas.
Toda verdade dita e todos os gestos
possuem a reciprocidade.
Por mais densa que seja a situação
o teu copo jamais estará vazio,
tua bebida jamais estará quente
e sempre haverá outro copo, gelado, meio
cheio e do mesmo tamanho, logo ali
ao lado pronto pra brindar...

(Homenagem ao meu melhor amigo, eternamente no bar virando copos e engasgando com as risadas... Israel minha putinha safada... :D)

domingo, 24 de maio de 2009

Sedução


Aqueles lindos olhos
flamejando paixão,
fixados ao meu olhar,
próximos,
quase tocando os lábios,
onde sente-se a áurea
do calor dos rostos
e os sussurros, me chamando
tão suaves e tão intensos,
entrando em um transe, um nirvana,
meu corpo nadando em teu corpo, uma
dádiva divina, digna de guerras entre
monarcas e imperadores, tão cobiçado oásis,
mas é meu, na verdade não, eu que sou seu...
Depois de tesouros, trovões e calmarias,
os seus olhos se fecham, não um adeus,
não apresentando o fim,
se fecham porque estão felizes,
satisfeitos, completos e cansados,
descansando ao deleite de meu colo e
ao calor de meus braços,
para mais uma vez se abrirem, e deixar
que os ame mais uma vez...

sexta-feira, 22 de maio de 2009

A VIDA EM UMA FUMAÇA


O MISTERIOSO HARMÔNICO MOVIMENTO DE UMA FUMAÇA DE UM CIGARRO
COMO A VIDA SEGUE POR LINHAS DIFERENTES E IMPREVISÍVEIS E POR
MAIS QUE SEJAM BIZARRAS OU ESTRANHAS, SEMPRE SÃO BELAS E
ADMIRÁVEIS, CLARO, APENAS PARA OS QUE REALMENTE SABEM OLHAR
COMO SÁBIOS E VER A BELEZA DE CADA ACONTECIMENTO...
ASSIM A VIDA QUEIMA E SE ESVAI NUM BELO SOPRO INDECISO E FASCINANTE.
QUISERA EU SER COMO A VIDA E DEIXAR OS BONS OU TURBULENTOS VENTOS
ME LEVAREM PRA ONDE QUISEREM E VIAJAR OS CAMINHOS ATÉ O ULTIMO PEDAÇO
DE MIM SE ESVAIR FELIZ E INCANDESCENTE...

quarta-feira, 20 de maio de 2009

CRÔNICA FIDELISSIMA...


HAVIA, UM CACHORRO SENTADO AO SOL,
APROXIMA-SE OUTRO CACHORRO E SENTA-SE AO LADO
DO PRIMEIRO.
O PRIMEIRO ROSNA EM DEFESSA DO TERRITORIO.
O SEGUNDO DA UM OSSO AO PRIMEIRO.
O PRIMEIRO QUIETA.
APÓS ALGUNS MINUTOS O PRIMEIRO PERGUNTA:
DE QUAL CANIL VOCÊ É?
O SEGUNDO ENTÃO RESPONDE:
DO CBV, E VC?
O PRIMEIRO RESPONDE:
NAUM SEI, ESTOU NAQUELE QUE MELHOR ME ELEGER
E MAIS ME FACILITAR A MORDOMIA.
ENTÃO RESPONDE O SEGUNDO.
É VOCÊ TA CERTINHO, VAMOS FAZER UMA ALIANÇA POLÍTICA?

(homenagem aos politicos que não possuem fidelidade partidária...)

terça-feira, 19 de maio de 2009

Entre duas paredes...


As paredes me contam sobre o passado enquanto velhos gatos ronronam entre minhas pernas. Contam sobre noites de luas cheias, corações e corpos vazios, contam também sobre as tardes de sóis escaldantes, onde o calor dilatava e afastava, tudo e todos.

As velhas e decadentes paredes me contam sobre aqueles que ali viveram, e sobre feitos gloriosos e também algozirantes, porém este passado, já era excessivamente longinquo e tais personas não mais respiravam a décadas e estas são as unicas testemunhas da história, mas, não mais reféns, agora livres para falar o que seus velhos e frios ouvidos ouviam e seus asperos olhos viam, no entanto, agora sorriem entre mofos ao lembrar do velho carpete vermelho manchado de sangue.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Dependência dos homens...



Meu coração a muito ja havia esfriado, secado, quebrado e se torturado, o vazio da solidão em meu coração se enchia de ódio, tristeza, rancor e vingançam o que me levou a caminhar em um deserto, onde este sol de maldições me desidratava e me matava. Cada dia que se passava minha sanidade desaparecia, a morte se aproximava como uma flecha certeira e todos os meus medos me consumiam.Quando não havia mais esperanças e já me dava por vencido, um milagre aconteceu, uma sombra me cobriu, era uma asa que deitava-se sobre mim e me protegia de todo aquele inferno, e como, em um sonho ou um delirio, avistei a mais bela das criaturas, um anjo, que suavemente me beijou e sorriu, me senti então forte, invunerável e ao mesmo tempo completamente dependente, olhei nos olhos do anjo, e fui arrastado por uma onda, em um oceano, ali me afoguei num mar de alegria, amor, esperança e paz, me senti vivo novamente, senti meu coração pulsar novamente, me senti grande novamente, capaz de qualquer feito. Tudo que já havia vivido ou deixado de viver, ficou para trás, nasci novamente.O anjo me levantou, segurou a minha mão e guiou-me para fora daquele deserto e de toda escuridão ou maldição que ali habitava.

sábado, 16 de maio de 2009

AOS GUERREIROS CONTEMPORÂNEOS

MAIS UM DIA SE LEVANTA AO SOLITARIO CANTO DE UM GALO
OU TALVEZ, AO DESPERTAR DE UM HUMILDE DESPERTADOR,
POUCOS TIMIDOS RAIOS DE SOL SE PRIMORDIAM À BELA MANHÃ NO HORIZONTE.
JÁ SE ESVAI A ÁGUA QUE LIMPA MAIS UM ROSTO CANSADO
DE UM CORPO QUE OUSA LEVANTAR-SE ANTES MESMO DE APOLO.
A MIRAGEM DOS SONHOS LONGÍNQUA E DISTANTE
UM DESCANÇO DO GUERREIRO
UM DESCANÇO PARA O GUERREIRO.
FORJADO AO CALOR DA LUTA, A VONTADE DE VENCER,
CANSADO BATALHANDO A GUERRA DO COTIDIANO.
MORALISTAS BANAIS,
CRENÇAS, IDEOLOGIAS,
MENTIRAS VERDADEIRAS,
A DOCE ILUSÃO,
PROUCURAR LUTAR, VENCER E QUERER,
A CARRUAGEM DE METAL ATRAVESSA MAIS UMA VEZ
A LOGÍSTICA DA VIDA
SERVINDO REIS...

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Objetivos são conquistados no primeiro passo...


O tempo passou pelas asas
como em um voo tranquilo e
nem percebi q a viagem estava
no fim,
como uma águia mergulhei em um
objetivo certeiro
avistado de tão longínquo
que nem se podia ao certo dizer
se era mesmo uma vista, ou desejo
ou simplesmente um golpe de sorte.
O mergulho fora tão rápido e ao mesmo
tempo tão lento, cada fração de segundo
se tornava minutos em um eterno desejo,
e, paradoxalmente cada segundo que se passava
parecia que fora menos do que era, ansiedade
e sabedoria se confrontam, um não pode acompanhar
o outro, ora um vence, ora outro vence...
A vitória ou derrota está decidida antes de cada
mergulho...