
Morri, me levantei, retornei para terminar o que nem havia sido começado, entre vermes e humanos caminhei, fiz de minha ira e nojo instrumentos para meu trabalho, o que havia sido quando humano, praticamente tornastes nulo, diante tantas perfeições enxerguei no homem as imperfeições, olhei dentro dos olhos e vi medo, pânico, infidelidade, covardia, dependência, raiva e ódio. Senti desprezo ao ver meu sangue, suor e trabalho serem desperdiçados com raça tão desprezível. A vida daqueles que já foram um dia meus irmãos se esvaia em minha espada para que os filhos de Deus pudessem existir, percebi, que assim como o amor divino, minha existência era desperdiçada, assim como pérolas aos porcos.
Sou mais um anjo caído, enviado para proteger esta raça tão miserável. Até quando serei capaz de seguir ordens e ultrapassar meu amor própio?