domingo, 26 de dezembro de 2010

SOLIDÃO



Por que faz tanto frio? Consigo enxergar
mas tudo parece estar tão escuro, há tantos a minha
volta, mas percebo que não conheço ninguem. Sinto como
se fosse apenas uma alma, onde passam por mim, me
atravessam e levam um pouco de mim, mas não se importam,
não me sentem, não me veem... Ainda estou vivo, ainda sinto
meu coração bater até na garganta, ainda mais em momentos
de tanta angustia, o que está acontecendo? Toda essa confusão
esses sentimentos que me atormentam, são só sentimentos?
Ou já fazem parte de mim? Ou, eu me tornei o que sinto?
Fico aguardando, esperando tudo mudar, não
sei como fazer diferente e já me tornei covarde
demais para tentar, fico te esperando, esperando você,
alguem que não conheço, vir me buscar, me salvar, me abraçar,
me estender a mão e me trazer de volta. Não demore tanto,
não sei quanto tempo mais vou aguentar.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

A criança e os Eternos


Por que você se senta no céu e brinca de Deus?
Tentar manipular o sonho, a destruição, o desespero e
a morte como meros brinquedos? Não tens respeito pelos
eternos? Ainda nem sabe o que é a vida, tens uma breve
passagem pelo mundo dos mortos e se acha conhecedora
dos segredos do universo... Corações e sentimentos não
são como suas bonecas... Já tomei chá com o sonho, já bebi
com a destruição e flertei a morte, mas nunca os desrespeitei,
pois sei onde é meu lugar, não quero perder meus sonhos,
não quero ter minha vida destruida, não quero ser amaldiçoado
pelo desespero e muito menos encarar o olhos de vingança da morte...
Pobre criança, não sabe onde vai parar, nem ao menos sabe onde
começou, a sua história não será eterna, não haverão cânticos sobre
seu nome e ninguém fara poemas sobre ti, a não ser essa mera carta
de aviso, lembre-se com cuidado onde quer chegar, nem a imortalidade
é eterna, pois a morte buscara o destino, e, quando, não houver
mais vida, ela mesmo sucumbirá a sua solidão e se devorará, não queime
tantas pontes, pois talvez precisará delas novamente e quando isso
acontecer pobre criança, tenha certeza, tempestades virão e aguas
te arrastarão como um pequeno barquinho de papel, naufragando em uma
vasta extensão como o oceano... Teu sorriso, teu charme e tuas
lágrimas, de nada, com certeza, de nada mesmo adiantarão, pois você
sucumbirá aos teu maiores medos, singularmente quando em um baque
como uma pedrada na nuca, perceberá que então você é tão simples
quanto um pequeno marionete, tão pequeno quanto teu minusculo e frio
coração... Pequena criança, faça de tua jornada não tão breve, porém
faça-a memorável, para que no fim, não seja uma intrusa indesejada na eternidade, seja uma doce convidada, para sentar-se alegremente ao lado do sonho e da falicidade...

Declaração


Não chore, já te tenho em meus braços
não existe mais o mundo
apenas eu e você
não há medo nem dor
não há passado
não há futuro
há apenas o agora
desde que estejamos juntos.
A lua chora por inveja,
ninguem a ama como te amo.
O sol ofuscado fica
porque teu sorriso brilha mais.
O mar entra em calmaria
porque nada é mais vida do que você.
Não há poemas.
Não há canções.
Nada estaria à sua altura,
sou apenas teu brinquedo
que funciona para te divertir,
para te fazer feliz,
para te fazer sorrir.
Não se iluda,
todas as mulheres antes de você
foram apenas esboços
para Deus criar,
enfim, a divina obra...
A quem quero enganar?
Quem sou eu? nem do seu lado
deveria estar...
mas o que posso fazer?
Tudo que eu consigo é; mais
e mais te querer...

POEMA "sem titulo"



Tua voz é o céu
em um crepúsculo perfeito
com tonalidades inimaginaveis
com detalhes que congelam o tempo
em um perfeito infinito,
ali me perco
até que o oceano em teus olhos
me puxe e me afogue em paixão
em desejo, em sentimentos
que nem neologias expressam,
enfim, na tua boca me dilacero
e me torno partes, pequenas partes
que se aderem a um todo, ao seu todo
e minha existencia passa a ser sua
numa covardia incompreensivel
deixando de viver por mim pra viver por você...

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

"Atiramos pra matar..."




Atiramos pra matar, porque enquanto você brincava com suas balas
de festim, dormiamos em frias navalhas acima de brasas,
seu coração batia assustado quando nos olhava, enquanto isso
nem corações tinhamos...
Sua cabeça aos meus olhos vem com uma tatuagem de um alvo
onde deixo um furo, ou um terceiro olho chorando vermelho pra me encarar enquanto
desaba no chão... Pra que medo, pra que amor? Coisas simplórias
não me trazem prazer e não faz minha risada regorjizar tanto
quanto ver você e outros mais cairem, não leve para o lado pessoal,
não te odeio, como disse, não me apego a sentimentos, simplesmente
era a hora errada e o lugar errado pra você, mas não se preocupe, logo
você também não vai tremer, logo será um zumbi como nós e fará parte
de mim e também irá atirar pra matar, compartilharemos ideias, e também
fará parte do meus prazeres, e, quando estiver ao meu lado, bem próximo,
vou atirar de novo e te fazer cair, porque? simples, porque atiramos pra matar...

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

CAMINHADA



Não olhe para trás, não se martirize pelas escolhas erradas,
não pense também nas oportunidades perdidas, não há como voltar,
sinta-se feliz pelas suas escolhas, certas ou erradas, no fim
das contas elas lhe trouxeram onde você está agora e se você
estiver ferido em com dores por ter caído, sinta-se feliz também,
pois se você sente dor ainda está vivo e não obstaculos dos quais
você não tem potencial para supera-los, basta levantar, respirar
e simplesmente continuar.
Não a necessidade pra correr, pois o caminho, acredite não é
tão longo quanto você imagina, então caminhe a passos lentos,
curta cada momento, vanglorie do por do sol diante dos seus olhos,
aproveite bem a companhia dos que estão do seu lado, eles que farão
da sua caminhada algo realmente agradavel. Caminhe de mãos dadas com
alguém, caminhe lado a lado, nem a frente, nem a trás, não segure com
muita força a mão dessa pessoa para não machuca-la, mas também segure
com firmeza pra que esta pessoa sinta segura ao seu lado e sinta que
você realmente quer que ela esteja do seu lado.
Enquanto caminhe, pense, reflita a todo momento, sonhe, mas sempre
olhe para o chão para não tropecar em qualquer pedra ou galho que esteja
caminho e se por ventura, quando encontra algo no caminho, não se desvie
do obstaculo, simplesmente passe por cima, se for maior que você ou que
seu salto, então escale e atravesse, mas em hipotese alguma desvie do
caminho que você traçou, esse desvio pode fazer você se perder.
Quando finalmente você chegar ao fim deste caminho, olhe para trás,
mas olhe apenas quando realmente chegar ao fim da estrada, olhe para
trás e veja o que você passou e sorria, sorria pois por mais que você
saiba que sentirá saudades daquilo tudo que ficou para trás, você
precisa ter a consciência que será apenas saudades pois você realmente
não deixou para trás tudo aquilo que realmente importa, por fim
atravesse a chegada com um sorriso escancarado e com o sentimento de
dever cumprido.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Crônicas de Buteco



Já são 3 garrafas a mais do que eu queria,
tanto faz, nem tenho hora pra estar em casa...
Aliás, nem sei se tenho casa. Nessas tantas já
esqueci meu nome, mas também não importa, se alguem
perguntar vou inventar algum, raizes e relações não
me interessam ou se interessam finjo não interessar.
Vou declamar meu amor pra primeira que passar e ama-la
eternamente, claro apenas até o orgasmo, daí já esqueço
o nome alheio também, sou bohemio, aliás sou o ultimo
dos poetas bohemios... ^^ Adoro falar isso enquanto
bebo mais uma cerveja e filosofamos coisas sem importancia
em um boteco ao som de algum folks frances, mas na falta
em inglês também serve e brindamos mais uma noite improdutiva
e ociosa que não nos levará a lugar algum, talvez com sorte
a uma cirrose quem sabe, essa conduta odiada pelas mães
e adorada por nós, brindamos mais uma vez e quantas quisermos
nossa graça provém do etilico. Agora são mais 4 do que deveria
e viramos copos apenas por diversão, pedimos a quinta saídeira.
A visão já não é perfeita, é hora de se preparar, pedimos a conta,
e quando o garçom se afastar, corremos, porque? Simples, somos
bohemios vagabundos, vivemos o ócio e não temos dinheiro.
Até logo, nos vemos no próximo buteco, claro, se o segurança
não nos alcançar...

domingo, 17 de janeiro de 2010

LÂMINAS DO TEMPO


Os ponteiros do relógio são como facas
que cortam minha alma e coração...
o tempo antes amigo agora inimigo e me zomba,
passa devagar, escancarado, rindo de minha cara...
me fecho, esqueço qualquer existencia ao meu redor
e me torno jaula de mim mesmo e procuro em mim
a vida, mas o meu pulsar eh fraco, e me encontro
em duvida se realmente vivo, ou apenas sobrevivo.
É tão mediocre minha dor, tão insgnificante, tão pequeno
diante de tudo, diante do mundo, nada catastrófico,
mas mesmo assim me corrói e me destrói e me sinto
como uma criança perdida, abandonada sem saber o que
fazer, sentado na calçada esperando alguma ajuda...
Espero a dor passar, tento tampa-la com outras tantas
mediocridades, mas não tampam nada, anestesiam por
alguns instantes, mas logo a dor volta e maior
e meu peito cada vez mais ferido...
Os ponteiros não me ajudam, não me trazem de volta
minhas perdas, nem me ensinam como reconquistar...
Maldito tempo...