domingo, 31 de janeiro de 2010

Crônicas de Buteco



Já são 3 garrafas a mais do que eu queria,
tanto faz, nem tenho hora pra estar em casa...
Aliás, nem sei se tenho casa. Nessas tantas já
esqueci meu nome, mas também não importa, se alguem
perguntar vou inventar algum, raizes e relações não
me interessam ou se interessam finjo não interessar.
Vou declamar meu amor pra primeira que passar e ama-la
eternamente, claro apenas até o orgasmo, daí já esqueço
o nome alheio também, sou bohemio, aliás sou o ultimo
dos poetas bohemios... ^^ Adoro falar isso enquanto
bebo mais uma cerveja e filosofamos coisas sem importancia
em um boteco ao som de algum folks frances, mas na falta
em inglês também serve e brindamos mais uma noite improdutiva
e ociosa que não nos levará a lugar algum, talvez com sorte
a uma cirrose quem sabe, essa conduta odiada pelas mães
e adorada por nós, brindamos mais uma vez e quantas quisermos
nossa graça provém do etilico. Agora são mais 4 do que deveria
e viramos copos apenas por diversão, pedimos a quinta saídeira.
A visão já não é perfeita, é hora de se preparar, pedimos a conta,
e quando o garçom se afastar, corremos, porque? Simples, somos
bohemios vagabundos, vivemos o ócio e não temos dinheiro.
Até logo, nos vemos no próximo buteco, claro, se o segurança
não nos alcançar...

domingo, 17 de janeiro de 2010

LÂMINAS DO TEMPO


Os ponteiros do relógio são como facas
que cortam minha alma e coração...
o tempo antes amigo agora inimigo e me zomba,
passa devagar, escancarado, rindo de minha cara...
me fecho, esqueço qualquer existencia ao meu redor
e me torno jaula de mim mesmo e procuro em mim
a vida, mas o meu pulsar eh fraco, e me encontro
em duvida se realmente vivo, ou apenas sobrevivo.
É tão mediocre minha dor, tão insgnificante, tão pequeno
diante de tudo, diante do mundo, nada catastrófico,
mas mesmo assim me corrói e me destrói e me sinto
como uma criança perdida, abandonada sem saber o que
fazer, sentado na calçada esperando alguma ajuda...
Espero a dor passar, tento tampa-la com outras tantas
mediocridades, mas não tampam nada, anestesiam por
alguns instantes, mas logo a dor volta e maior
e meu peito cada vez mais ferido...
Os ponteiros não me ajudam, não me trazem de volta
minhas perdas, nem me ensinam como reconquistar...
Maldito tempo...