terça-feira, 3 de maio de 2011

Então... Adeus!




Ela se despediu, e mudo fiquei, não queria deixar
mas sabia que não era certo ela ficar, queria tentar
queria mais uma vez refazer, mas já era tarde,
tanta coisa quebrada, tantas cicatrizes e cristais colados,
não adiantava mais, ela deveria ir, mas eu não queria, talvez
ela queria, talvez não, seus olhos faziam paradoxos com sua boca.
Mas, era o certo, ali fiquei, imóvel, frio, seco, morto por dentro
desesperado, um pânico imensuravel, era triste, era doloroso...
Então por fim, um ultimo olhar com um pequeno sorriso breve e forçado.
A porta se fechou, então chorei, não necessariamente por vê-la partir,
mas porque percebi, que o meu futuro seria apenas aquilo ali, meu
coração (se é que existe) de portas fechadas e eu, eternamente
sozinho na penumbra da sala de estar...