
As paredes me contam sobre o passado enquanto velhos gatos ronronam entre minhas pernas. Contam sobre noites de luas cheias, corações e corpos vazios, contam também sobre as tardes de sóis escaldantes, onde o calor dilatava e afastava, tudo e todos.
As velhas e decadentes paredes me contam sobre aqueles que ali viveram, e sobre feitos gloriosos e também algozirantes, porém este passado, já era excessivamente longinquo e tais personas não mais respiravam a décadas e estas são as unicas testemunhas da história, mas, não mais reféns, agora livres para falar o que seus velhos e frios ouvidos ouviam e seus asperos olhos viam, no entanto, agora sorriem entre mofos ao lembrar do velho carpete vermelho manchado de sangue.
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