
[...] Estava sobre sua moto, vagando pela noite, não havia chuva, o céu estava limpo
e a lua cheia iluminava como um farol. Seu instindo como uma chama se acendeu, então
começou a "enxergar" o cheiro de sua caça, aquele velho cheiro fétido, cada vez mais
forte, cada vez mais próximo e espesso. Parou diante uma viela, não tão escura,
desceu da moto e caminhou como se flutuasse, indiferente a aquilo tudo que se passava,
sua presença era imperceptivel. Foi entrando na escuridão, já estava atrasado, as
crias do inferno devoravam o que havia sobrado do que um dia fora uma mulher.
Desembanhou sua espada fazendo com que a lâmina vibrasse enquanto surgia, como se
fosse uma anunciação da sua presença, ou talvez da sentença que empunhava.
O rápido movimento da lâmina era como dois relâmpagos cortando a noite e
vagarosamente as cabeças caiam ao chão seguidas de seus corpos.
Guardava seu frio e afiado carrasco. Trabalho feito, Saia daquela cena tão indiferente
quanto chegou, tão indiferente como se fosse banal os corpos dilacerados, aliás,
realmente era banal... [...]
muito bom, muito bem escrito, parabens... gostei mesmo.
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