
Os ponteiros do relógio são como facas
que cortam minha alma e coração...
o tempo antes amigo agora inimigo e me zomba,
passa devagar, escancarado, rindo de minha cara...
me fecho, esqueço qualquer existencia ao meu redor
e me torno jaula de mim mesmo e procuro em mim
a vida, mas o meu pulsar eh fraco, e me encontro
em duvida se realmente vivo, ou apenas sobrevivo.
É tão mediocre minha dor, tão insgnificante, tão pequeno
diante de tudo, diante do mundo, nada catastrófico,
mas mesmo assim me corrói e me destrói e me sinto
como uma criança perdida, abandonada sem saber o que
fazer, sentado na calçada esperando alguma ajuda...
Espero a dor passar, tento tampa-la com outras tantas
mediocridades, mas não tampam nada, anestesiam por
alguns instantes, mas logo a dor volta e maior
e meu peito cada vez mais ferido...
Os ponteiros não me ajudam, não me trazem de volta
minhas perdas, nem me ensinam como reconquistar...
Maldito tempo...
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